Saiba o que é um verdadeiro Spritz e aprenda uma receita incrível!

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No último verão fui convidado a escrever um texto sobre uma bebida que agrada o paladar feminino. Sentado entre um trago e outro e observando jovens “senhouras” com lindas taças e sorrisos radiantes, tive um estalo, “mas afinal de onde realmente vem este Spritz”? Pedi uma taça ao bartender e comecei a pesquisa que segue resumidamente nas próximas linhas.

Olhando para o coquetel, após alguns tragos, me ocorreu que o importante era a efervescência, “a questão são as bolhas”.

Aperol Spritz

 

Partindo do princípio de onde surge essa tal carbonatação comecei as pesquisas, o primeiro relato que encontrei foi a descrição do método de fixação de ar em água,] em 1772, pelo inglês Joseph Priestley. O primeiro empreendedor de que se tem conhecimento foi Benjamin Silliman, professor de química da Universidade de Yale, que vendeu água carbonatada em 1807 em New Heaven, Connecticut. A mistura com espumante é um modismo mais recente pelo que pude apurar, mas prossigamos…

A história do coquetel em si, se desenrola na Itália, por volta de 1800 e se relaciona com a dominação austro-húngara no Veneto. Para tornar a história mais curta, a mistura de água e vinho era feita pela estranheza notada nos vinhos italianos por soldados, comerciantes e funcionários do Império. Eles estavam acostumados com menores teores de álcool e com outro tipo de sabor e, por isso, pediam nas tabernas vinhos com um pouco de água para suavizar a bebida. O nome Spritz nasce, assim, do ato de pedir vinhos com um pouco de água (spritzen em alemão, que em português ficaria como borrifar). O sucesso foi duradouro e ao longo das décadas, as receitas foram se aperfeiçoando. Não demorou muito e as variações de água e vinho branco ou tinto aumentarem.

seltzer syphon

Por volta de 1900, com a empresa alemã Seltz, de sifões de águas e refrigerantes, a bebida tornou-se muito popular e as mulheres da nobreza austríaca aderiram à moda. Décadas passaram e surgiram outras variações: as que levam espumantes, licores, vermouths, amaros e bitters, como Campari e Cynar.

Lembro-me que em terras tupiniquins, a moda chegou por volta de 2012 e cresceu com o incentivo da Campari detentora da marca Aperol e impulsionadora das campanhas de “Aperol-Spritz”. O fato é que todo bar que se preze hoje em dia, além de uma receita tradicional, tem um toque de mestre que só os grandes bartenders conseguem dar. Apesar de, aparentemente simples, nas mãos de um especialista, ele fica incrível! Convidei meu parceiro Laércio Silva Zulú, eleito o melhor bartender da América Latina em 2014, para preparar uma receita que causasse frisson entre os clientes de seu bar, na época. Meu mais querido aluno me respondeu com sua sabedoria etílica e compartilha conosco sua versão do drink…

 

Por:
Colunista - Rodolfo Bob

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